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31 de outubro de 2016

Energia solar fotovoltaica produz até 90% de eletricidade de uma residência.

Diferente do aquecimento solar, em que as placas captam a energia do sol e aquecem a água, a energia solar fotovoltaica abastece com eletricidade uma propriedade em até 90%. O presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Lopes Sauaia explica que as placas fotovoltaicas podem ser aplicadas em usinas de grande porte, residências, propriedades rurais e edificações. No Brasil, atualmente, são 5.040 sistemas de energia solar fotovoltaica, 98,3 % deles têm capacidade de minigeração (de 75 kW até 5 MW) e microgeração (de 0 até 75 kW). Sauaia acrescenta que 78% estão em residências e 15% em comércios e prestadores de serviços.

O sócio-diretor da Sunlution, empresa brasileira de geração solar e híbrida, de médio e grande porte, e da Ciel & Terre Brasil, fabricante francesa da tecnologia de flutuador para usinas de geração fotovoltaica, Orestes Gonçalves Júnior complementa que, no caso da geração solar, o investimento é feito na aquisição dos equipamentos, com gastos menores para a manutenção da usina. “Investindo em geração solar, você fixa o preço da energia de 20 a 25 anos, e não sofre mais reajustes elevados de preços como tem ocorrido nos últimos anos. O investimento de R$ 20 mil supre uma casa com três pessoas e se recupera este valor entre 4 e 6 anos. A Sunluntion tem mais de 10.300 kW em projetos de geração solar. Estamos no mercado há quase três anos.”

Na lista de inovação trazida pela Ciel & Terre Brasil estão projetos de usinas flutuantes de geração solar, exemplifica. “A geração sobre a água é uma inovação. Uma tecnologia francesa que o agricultor pode utilizar no seu açude, lago ou reservatório, deixando a terra para a agricultura. A evaporação da água na área coberta pelos flutuadores é reduzida em até 70%, proporcionando 20% a mais de água por ano, além de não ocupar espaço de terra”, detalha Gonçalves Júnior.

Especialista da UFMS lembra que mudar hábitos de consumo é ideal

Para o coordenador de projetos e obras da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Amâncio Rodrigues da Silva Júnior, o melhor aliado para economizar energia é comportamental. “A forma mais barata de fazer essa redução de gastos é com atitudes como desligar aquilo que não está utilizando e incorporar tecnologias eficientes, como chuveiros e eletrodomésticos com selo AA. Utilizar coletor solar para o aquecimento de água é uma forma bem eficiente, pois o chuveiro é o que mais gasta. E o investimento é de aproximadamente R$ 3 mil com retorno de 2 a 3 anos. Hoje, os projetos de energia fotovoltaica ainda são inviáveis economicamente e precisam de apoio do governo para popularizar esse tipo de tecnologia”, diz.

MS tem 143 projetos de microgeração que terão incentivos fiscais do governo

O presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Lopes Sauaia ressalta que a visita ao Estado em outubro foi produtiva. O governo de Mato Grosso do Sul beneficiará com a isenção de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o excedente produzido os consumidores residenciais, comerciais e de empreendimentos rurais do Estado que investem na microgeração de energia elétrica renovável, como a energia solar fotovoltaica.

Na ocasião, o governador Reinaldo Azambuja formalizou a adesão do Estado ao Convênio ICMS 16/2015 do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Para Sauaia, o Estado deu um passo importante com a adesão ao convênio. “O Estado deve fazer uma nova linha de investimento. O financiamento é importante para a democratização dessa tecnologia. E ainda um programa estadual de assuntos renováveis.”

Atualmente, existem 143 projetos de microgeração de energia elétrica renovável em Mato Grosso do Sul. De acordo com o governo, já existem alguns empreendimentos de usinas solares fotovoltaicas previstos para o Estado. Um deles na região dos municípios de Cassilândia e Paranaíba.

Outra ação do governo, discutida na ocasião é a disponibilização de uma linha de crédito do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) para projetos de energia solar fotovoltaica. Seria o FCO Sol, com financiamento de longo prazo, aos moldes dos projetos de implantação de aviários e que poderiam atender, tanto a avicultura como sistemas de bombeamento de água, irrigação, aeração e cercas elétricas.

Fonte: Abrava | Portal O Estado Online

 

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