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01 de fevereiro de 2017

Ar-condicionado sem manutenção: um grande vilão para saúde.

Para combater as altas temperaturas neste verão, nada melhor do que um ambiente refrescado por um sistema de ar condicionado. Contudo, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) alerta que a falta de manutenção e limpeza periódica dos equipamentos é sinônimo de risco à saúde. A falta de limpeza de equipamentos de ar condicionado pode prejudicar a saúde de funcionários e até mesmo gerar multa para as empresas.

Segundo dados da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), entidade parceira da Abralimp, uma pessoa respira cerca de 10 mil litros de ar por dia e passa 85% dele dentro de ambientes fechados (estes normalmente climatizados), como hospitais, escritórios, bancos, carros, residências, entre outros. Por essa razão, os especialistas da Abralimp ressaltam que a limpeza dos aparelhos é de extrema importância, tanto do filtro como também da parte externa, uma vez que a sujeira, poeira e detritos acumulados dentro do equipamento podem ser recirculadas junto com o ar para o ambiente condicionado, podendo entrar nas vias respiratórias e ocasionar problemas de saúde aos seus ocupantes.

Entre as legislações que regem o tema está a Portaria 3.523/98 do Ministério da Saúde, que determinou um conjunto de regras voltado para garantir a qualidade do ar em ambientes climatizados. A orientação é para que empresas e condomínios contratem técnicos ou um estabelecimento especializado para realizar a limpeza dos equipamentos periodicamente.

A limpeza deve ser realizada sem improvisos, de modo que recomenda-se que o trabalho seja realizado por mão de obra especializada, que ajuda a garantir a higienização correta, pois além do acúmulo natural de poeira na máquina, durante o processo de refrigeração, ocorre também a condensação da água, que pode ficar acumulada no interior do equipamento, favorecendo, portanto, a proliferação de fungos, bactérias e até mesmo do mosquito da dengue.

Em outubro de 2000, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou a Resolução 176/00, exigindo testes periódicos nos aparelhos de ar em locais público e coletivo. Caso a fiscalização feita pelos técnicos da vigilância sanitária constatar que os limites de tolerância da poluição em ambientes refrigerados foram ultrapassados, os responsáveis podem ser penalizados com multas que variam de R$ 2 mil a R$ 200 mil.

Os especialistas ainda ressaltam que as empresas ou estabelecimentos que seguirem essas normas certamente estarão garantindo que a saúde das pessoas não seja comprometida, além de aumentar a vida útil dos equipamentos e reduzir o consumo de energia.

Fonte: Estadão | Por Dino Divulgador de Notícias

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